3.2 - Projeto da Correção do Fator de Potência

 

Para iniciar um projeto de Correção do Fator de

Potência deveremos seguir inicialmente duas etapas

básicas:

 

1. Interpretar e analisar os parâmetros elétricos das

instalações: nas Empresas em Operação, através

das medições efetuadas e nas Empresas em Projeto,

através dos parâmetros elétricos presumidos;

2. Ter em mãos e interpretar as especificações

técnicas de todos os materiais que serão empregados

na execução do projeto.

 

3.2.1 - Levantamento de Dados

 

3.2.1.1 - Empresa em Operação:

 

Dados a serem considerados

- Tipo de tarifação;

- Demanda contratada;

- Fator de potência registrado.

 

Transformador

- Tensão no primário;

- Tensão no secundário;

- Potência nominal;

- Potência de curto-circuito;

- Grau de ocupação;

- Corrente de magnetização;

- Impedância;

- Cos ϕ.

 

Medições

- Medir as tensões e as correntes ( BT ) nas

seguintes condições:

- Carga mínima

- Carga máxima

 

Aterramento e pára-raio

- Tipo

- Resistência

- Neutro aterrado ( S/N )

- Local do aterramento

 

Conta de energia elétrica (12 meses)

3.2.1.2 - Empresa em Projeto

 

Nas instalações em projeto, deve-se levantar os dados

das cargas que serão instaladas, a fim de presumir o

Fator de Potência da Instalação:

 

1. Levantar a potência das cargas não lineares e, se estas não ultrapassarem 20% da carga total da fábrica, pode-se corrigir o fator de potência somente com capacitores, pois é pouca a possibilidade de haver problemas com harmônicas na instalação

elétrica;

 

2. Se o total de cargas não lineares ultrapassar 20% da carga total instalada deverá ser efetuada uma medição detalhada dos níveis de harmônicas. Detectando-se a existência de harmônicas na instalação elétrica devese obedecer o seguinte critério:

 

- Limite de distorção harmônica individual de tensão deverá ser menor ou igual à 3%;

- Limite de distorção total de harmônicas de tensão (THD) deverá ser menor ou igual à 5%.

 

Ultrapassando estes limites deverão ser instalados indutores de proteção anti-harmônicas nos capacitores ou filtros para as harmônicas significativas;

 

(Conforme IEEE Std. 519 “Recommended Practices

and Requirements for Harmonic Control in Eletrical

Power Sistems”);

 

3. Decidir tecnicamente pelo tipo de correção mais adequada às necessidades da Empresa (3.1);

 

4. Elaborar o diagrama unifilar das instalações incluindo os capacitores para a correção do fator de potência;

 

5. Levantamento do ciclo operacional das cargas da empresa que deverão ser separadas em resistivas ou ativas, indutivas lineares e indutivas não lineares;

 

6. Elaborar curvas de demanda para as potências

ativas e reativas.

Nota: Tendo-se capacitores instalados na rede para a correção do fator de potência e desejando se acrescentar cargas não-lineares (CNL) na instalação (porém detectando a presença de harmônicas com percentuais acima dos limites mencionados no ítem 3.2.1.2), deve-se utilizar indutores anti-harmônicas com capacitores de tensão nominal de no mínimo 10% acima da tensão da rede.