4 - Cuidados na Aplicação de

Capacitores

 

a) Tensão elevada:

- Junto a transformadores poderão ser submetidos a

acréscimos de tensão nos períodos de baixa carga;

- Harmônicas na rede (vide ítem 3.3.1);

- Ressonância paralela (vide ítem 3.3.7).

 

b) Corrente de Surto:

- Manter a corrente de surto menor que 100 vezes a corrente

nominal (vide ítem 3.2.9);

- Tempo de chaveamento muito pequeno poderá elevar a

tensão no capacitor, provocando danos (redução da vida

útil).

 

c) Harmônicas na Rede Elétrica:

 

- Evitar ressonância série (aumento da corrente) e

ressonância paralela (aumento da tensão) (vide ítem 3.3.7).

 

d) Temperatura:

 

- Não deve ultrapassar o limite máximo do capacitor.

- Máximo: 50o C;

- Média 24h: 40o C;

- Média anual: 30o C; conforme IEC.

 

e) Terminais do Capacitor:

 

ATENÇÃO!

Não utilizar os terminais das células para fazer interligação entre si, pois assim a corrente que circula nos terminais aumenta, aquece os terminais e provoca vazamento nas células.

 

 

4.1 - Interpretação dos principais parâmetros dos capacitores

 

a) Temperatura de operação:

 

São os limites de temperatura das células, montadas

dentro dos capacitores. Não confundir com temperatura

ambiente.

 

b) Máxima Tensão Permissível (IEC 831/1):

 

1,0 . Vn - Duração Contínua – Maior valor médio durante qualquer período de energização do Banco.

1,1 . Vn - Duração de 8h a cada 24h de operação

(não contínuo) – Flutuações do sistema.

1,15 . Vn - Duração de 30 min a cada 24h de operação

(não contínuo) – Flutuações do sistema.

1,20 . Vn - Duração de 5 min (200 vezes durante a vida do

capacitor) – Tensão a carga leve.

1,30 . Vn - Duração de 1 min (200 vezes durante a vida do

capacitor)

 

Obs: Causas que podem elevar a tensão nos terminais

dos capacitores:

- Aumento da tensão da rede elétrica;

- Fator de potência capacitivo;

- Harmônicas na rede;

- Descargas atmosféricas;

- Mau contato nos cabos e fusíveis;

- Tempo de religamento (banco automático) muito curto;

- Ligar e desligar os capacitores, sem respeitar o tempo

de religação mínimo (linha MCW e BCW igual a 30s e

linha UCW-T igual a 3 min.).

 

c) Máxima Corrente Permissível: (1,30 . In)

 

É a corrente máxima permitida, considerando os efeitos das correntes harmônicas por curtos períodos de tempo (não confundir com corrente nominal).

 

d) Taxa de Variação da Tensão Máxima (dv/dt):

 

Este parâmetro informa o limite máximo da taxa da variação de tensão no capacitor em V/ms nos períodos de carga e descarga.

 

e) Perdas Joule por kvar:

 

Esse dado é importante para dimensionar a temperatura interna do banco de capacitores. Devem ser inferiores a 0,4W/kvar.

 

f) Corrente de pico Transitória Máxima: (100 . In)

 

É a máxima corrente de surto na energização do capacitor

 

NOTA: Deve-se ter um cuidado especial com o instrumento

de medição utilizado que deve ser do tipo True RMS

(vide ítem 3.3.6)

 

g) Utilização de capacitores com tensão nominal reforçada,

ou seja, acima do valor de operação da rede:

 

- Capacitor com Vn de 380V/60Hz em rede de 220V/60Hz:

a potência nominal do mesmo fica reduzida em 2202 / 3802 = 0,33 5, ou seja, em 66,5%;

- Capacitor com Vn de 440V/60Hz em rede de 380V/ 60Hz:

a potência nominal do mesmo fica reduzida em 3802 / 4402 = 0,746, ou seja, em 25,4%.

- Capacitores com Vn de 480 V/60Hz em redes de

440V/60Hz:

a potência nominal do capacitor fica reduzida em 4402 / 4802 = 0,84 , ou seja, em 16%.

 

NOTA!

É necessário sobredimensionar a potência nominal dos capacitores dividindo a mesma pelo fator de redução.